Salário das Jogadoras de Futebol Feminino do Brasil





Nosso tema do dia é o salário das jogadoras de futebol feminino do Brasil.

Esse é um assunto interessante, já que sabemos de cara que elas não chegam nem perto do que ganham os grandes astros da versão masculina do esporte.

Embora cada vez mais estejam ajudando a construir uma modalidade nova e abrindo uma fronteira que até pouco tempo atrás era bem inexplorada.

Salário das Jogadoras de Futebol Feminino do Brasil


O futebol feminino de fato tem crescido nos últimos anos, mas ainda não consegue atrair uma audiência tão expressiva quanto o masculino.

Embora a modalidade esteja sendo bem divulgada nos principais meios de comunicação e sirva também para divulgar os clubes que apoiam este esporte.

De fato seria muito bom que as mulheres pudessem ter ganhos mais expressivos especialmente se contarmos que a carreira de atleta não é muito longa.

Mas para isso é necessário que o esporte consiga atrair mais audiência e consequentemente trazer mais patrocinadores, assim como um ganho maior com as transmissões na TV.

Porém isso requer um trabalho de longo prazo, com planejamento e objetivos bem definidos, algo que ainda não temos no momento e que também ajuda a explicar algumas das cifras que veremos aqui.

Quanto ganha uma jogadora de futebol?


Para termos uma ideia, vamos começar falando sobre uma jogadora de topo.

Marta que para muitos é a maior jogadora da história do futebol feminino, tem um salário de R$ 1.94 milhão por ano e uma fortuna de R$63 milhões.

É um valor expressivo, mas não tanto quanto alguns jogadores de topo no futebol mundial.

Para termos uma ideia, Lionel Messi tem uma fortuna total estimada em torno de R$ 6 bilhões de reais.

Obviamente aqui estamos falando de atletas de altíssimo nível que estão no topo de suas categorias, com muitos patrocínios e que conseguem atrair atenção da mídia.

Porém isso é uma exceção.

Sabemos que a maioria dos atletas, seja na modalidade que for, nem sequer chega perto desses números.

E isso vale também para o masculino, em que jogadores de times menores e divisões inferiores também recebem muito menos do que os principais atletas de suas respectivas modalidades.

É difícil encontrar informações concretas sobre quanto cada jogadora ganha no Brasil (as fontes são escassas e os times não divulgam esse tipo de informação).

Porém não é difícil inferir que os salários não são tão altos.

Podemos olhas alguns números, para se ter uma ideia: em 2019, o São Paulo tinha uma folha salarial do masculino que girava em torno de R$10 milhões, enquanto que o feminino era de R$100 mil.

Em 2020 no Corinthians, a folha do time masculino era de R$14 milhões mensais, enquanto que o feminino gastava em torno de R$385 mil ao mês.

E mesmo esses números mostram um certo avanço, já que há não muito tempo aconteciam casos em que as jogadoras nem sequer tinham carteira assinada e chegavam a receber menos de R$ 5 mil ao mês.

Para ilustrar a situação, temos o caso de Ingrid (também conhecida como Jhonson), do Toledo, um time não muito conhecido do Paraná.

Ela é uma das jogadoras mais promissoras do futebol brasileiro, com diversas atuações pela seleção de base e se destacando na categoria.

Ela chama tanta atenção que o Toledo impôs uma multa de R$ 10 milhões para times nacionais e $10 milhões para times do exterior.

Isso seria ótimo, se ela não tivesse apenas 17 anos e um vínculo com o clube até 2025, recebendo apenas R$2500 por mês.

A maior transferência do futebol feminino (de Keira Walsh, para o Barcelona) foi de apenas R$2.2 milhões, um valor bem abaixo se considerada a multa de Jhonson.

Assim é muito difícil que ela consiga se desvincular da equipe paranaense antes do fim do contrato, e com um salário muito baixo.

O técnico Jaime Lira, responsável por fazer o contrato, disse que a multa é mesmo para assustar os concorrentes e valorizar a atleta.

Porém a valorização é apenas na multa, já que o valor do salário é incomparável a isso.

Uma mecânica comparável até mesmo à lei do passe que existia antigamente, em que jogadores ficavam presos aos clubes, recebendo salários praticamente irrisórios.

E esse é apenas um dos casos, o que mostra como a realidade da modalidade do país é de não ter mesmo uma grande valorização.

Para onde o futebol feminino vai no Brasil?


Essa é uma pergunta ainda sem solução, mas temos alguns indícios.

A realidade do esporte tanto no Brasil quanto no mundo é que a prática ainda está em uma situação inicial.

Mesmo as maiores equipes do mundo, como o Manchester City, ainda registram históricos de prejuízos em relação ao time feminino.

No masculino boa parte dos ganhos das equipes provém de contratos de publicidade, especialmente com direitos de transmissão vinculados às redes de televisão.

No feminino a prática não atrai tanta atenção: a melhor audiência da modalidade, até 2022, foi de 12 pontos na Globo, em um amistoso da seleção brasileira contra o Canadá.

Na seleção masculina em 2022 tivemos audiências que bateram os 50 pontos Copa do Mundo.

E não é preciso ir muito mais longe, neste ano mesmo, em jogo na Record, pela primeira fase do Paulistão, Santos x São Paulo teve uma audiência de 13.1 pontos.

Esses números mostram que o futebol feminino ainda tem muito a crescer para que jogadoras como Jhonson consigam ter uma valorização melhor (e merecida) já em momentos onde suas carreiras não estejam no ápice.

Isso é importante para que consigam ter maior estabilização financeira, uma vez que a prática do futebol pode ser interrompida já nesses momentos iniciais, por lesões ou outros motivos.

Também é necessário que haja um melhor gerenciamento de carreiras e clubes.

E não é com uma mentalidade de apenas colocar uma multa altíssima para proteger os interesses dos clubes que essa situação irá mudar.

Não podemos esquecer que estamos num país onde mesmo o gerenciamento do futebol masculino é mal feito, e isso numa modalidade que já vem sendo praticada há gerações.

Olhar para o futuro a partir do que temos no presente é preocupante, especialmente no que se refere aos salários das jogadoras de futebol feminino no Brasil.



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